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Diabetes: aceitação é primeiro passo para tratamento

Doença é tema do programa de rádio Saúde com Ciência da semana, que reapresenta a série “Diabetes: Saiba Mais”.


    24 de junho de 2019 - , , ,


    *Carol Prado 

    Imagem: Freepick

    Ser diagnosticado com diabetes pode alterar consideravelmente a rotina e hábitos de uma pessoa. Isso porque a doença crônica exige cuidados que são para toda a vida. Por isso, reconhecer e aceitar a diabetes e todos os seus desafios é importante para o tratamento. Somente no Brasil, o número de pessoas diabéticas aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. A doença é tema do programa de rádio Saúde com Ciência da semana, que reapresenta a série “Diabetes: Saiba Mais”.

    Segundo o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Rodrigo Bastos Fóscolo, o paciente costuma passar por um processo de negação. “Como ele não sente nada, ele tem esse processo de negação. E um paciente que nega que tem um problema não vai se tratar da maneira adequada, ele vai fingir que esse problema não existe”, afirma.

    As mudanças na rotina necessárias no tratamento da diabetes também podem trazer ansiedade e angústia que podem desdobrar em outras doenças. O professor explica que modificar a alimentação e o estilo de vida pode causar ansiedade. “Essa angústia em um paciente já predisposto pode desencadear uma depressão”, alerta Fóscolo. Ele também comenta que também há distúrbios de alimentação como bulimia e anorexia que são comuns em pacientes diabéticos.

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    Angústia

    Para o professor, grande parte dessa angústia em relação à doença está ligada às associações negativas e extremas que se faz sobre a doença. “A gente sempre associa o diabetes já a fase final da doença onde o paciente ficou cego, que ele está fazendo hemodiálise, que perdeu uma perna, um dedo. Então isso traz um estresse muito grande para o paciente”, conta.

    Porém, sintomas como esse só ocorrem quando a diabetes está mal controlada. Por isso, para o professor, a primeira abordagem a essas pessoas inclui convencer de que elas realmente têm a doença, que precisa se tratar. “Ainda mais que é uma doença assintomática e crônica que ele vai levar para o resto da vida, fazendo o tratamento”, completa.

    Sobre o programa de rádio

    Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h. Também é possível ouvir o programa pelo serviço de streaming Spotify.

    *Carol Prado – estagiária de Jornalismo

    Edição – Karla Scarmigliat