Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


O tabagismo é considerado por especialistas um problema mundial e um dos grandes vilões dos sistemas públicos de saúde. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) o vício em cigarro é o principal fator de risco de 14 tipos de cânceres e será responsável por 6 milhões de mortes em todo o mundo somente neste ano.

A disseminação de pesquisas e informações a respeito dos malefícios do tabaco, leis restritivas, aumento no preço do produto e tratamentos com medicamentos são medidas eficazes para combater o vício. Mas, para deixar o cigarro, é preciso força de vontade e consciência dos riscos.

 

Dependência

“O tabagismo é um fenômeno complexo”, define o pneumologista Ricardo de Amorim, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG. Além da dependência química, existe também a psicológica. Muitas pessoas usam o cigarro como forma de “sedação” da própria ansiedade, ressalta o professor.

Segundo ele, nem todos os indivíduos que fumam têm o mesmo mecanismo de dependência. Para alguns predomina a dependência química, há aqueles em que a dependência dominante é a psicológica, enquanto outros apresentam as duas formas.

Tratamento

Exatamente devido à chamada suscetibilidade orgânica, os tratamentos são diferentes e com intensidades variáveis. “Há casos em que o acompanhamento psicológico é mais indicado. Em outras situações a medicação é mais eficiente para resolver o problema”, esclarece o pneumologista.

Os medicamentos, quando indicados na fase correta, são extremamente eficazes, desde que a pessoa esteja realmente decidida a parar de fumar. O especialista explica que o fumante deve programar a parada e iniciar a medicação uma semana antes do dia escolhido.

É papel do  médico identificar qual a melhor estratégia: remédios antidepressivos, terapias em grupo ou gomas de mascar e adesivos à base de nicotina. De acordo com Ricardo de Amorim, o objetivo não é que a pessoa use os remédios por toda a vida. O tempo médio de tratamento é de 12 semanas.

“As recaídas são muito frequentes, por isso é necessário modificar o estilo de vida e desassociar o cigarro de certos hábitos cotidianos. A conscientização é fundamental para o êxito do tratamento”, afirma.

 

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