No dia 31 de maio é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco. O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A nicotina, composto orgânico presente no cigarro, é responsável pelas sensações agradáveis geradas durante o fumo. Ela é muito potente e causa a dependência química, podendo provocar também a dependência psicológica, como destaca o professor do departamento de Clínica Médica da UFMG, Ricardo de Amorim. “Existem diferenças na forma como o cigarro atinge os usuários, sendo alguns mais susceptíveis ao vício”, diz. Ele explica que, no cérebro, a nicotina se ancora aos receptores dos neurônios. Como certas pessoas têm mais receptores, elas ficam mais sujeitas a se viciarem.

Mas em cada dez fumantes, sete declaram que desejam parar de fumar, embora nem sempre consigam se preparar mentalmente para isso, como afirma o professor do departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Almir Tavares. Por isso, pode ser importante buscar auxílio médico. Segundo o professor, psiquiatras e pneumologistas são os mais procurados, mas o professor recomenda que profissionais de todas as especialidades se interessem pelo tema. “Todo médico deveria ser orientado para conseguir auxiliar de forma eficiente os pacientes que desejam largar o vício”, ressalta.

Ele dá a dica: quando uma pessoa resolve parar, ela deve ser orientada a não manter nem um cigarro por dia, pois logo passará para dois. O ideal é largar de vez. Quando o aumento passa de dois para três, é preciso ter atenção. Já recomeça uma fase perigosa. Uma estratégia recomendada é marcar uma data para interromper o uso. Por exemplo, o médico deve definir que dentro de 10 dias o fumante vai parar. Isso possibilita o preparo mental que facilitará a deixa.

 

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