O Dia da Imunização, comemorado em 9 de junho, é uma data oportuna para se lembrar da importância das vacinas. Elas são fundamentais para o controle e a erradicação de doenças como a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Reprodução

Logo no primeiro ano de vida, o bebê precisa tomar pelo menos oito vacinas, que conferem imunidade a 14 doenças. De acordo com a infectologista Regina Lunardi, professora do Departamento de Pedriatria da Faculdade de Medicina da UFMG, a partir do segundo ano de vida, é hora de receber reforços das primeiras doses. Ela recomenda também que as crianças sejam vacinadas contra a hepatite A e a varicela (popularmente conhecida como catapora), embora estas vacinas não sejam oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na adolescência, a vacina contra o HPV deve ser aplicada nas meninas, apesar de também não estar disponível na rede pública. “São vacinas importantes, mas que só podem ser encontradas em clínicas particulares, com preço relativamente alto em relação à renda média dos brasileiros”, afirma Regina Lunardi.

Na fase adulta, algumas vacinas recebidas na infância, como as que protegem contra tétano e febre amarela, devem ser reforçadas a cada 10 anos, inclusive nos idosos. Já a vacinação contra a gripe H1N1 é anual.

Orientações especiais
As vacinas feitas com microorganismos vivos são contraindicadas para pacientes imunossuprimidos, como portadores do vírus HIV ou pacientes submetidos a tratamentos quimioterápicos. “As vacinas só poderão ser aplicadas quando estes pacientes recuperarem a imunidade, porque existe o risco de eles desenvolverem a doença quando deveriam estar protegidas contra ela”, explica a infectologista.

Pacientes com doenças crônicas devem procurar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), disponíveis em várias cidades-pólo. “Esses centros oferecem vacinas gratuitas para pacientes que atendem aos requisitos exigidos”, esclarece a professora Regina Lunardi.

Para as gestantes, a recomendação é que, durante o pré-natal, estejam previamente imunizadas contra rubéola, tétano e catapora, para evitar complicações como má-formação do feto e o tétano neonatal. Durante a gravidez, apenas a antitetânica e a vacina contra gripe podem ser aplicadas.

Os viajantes, por sua vez, precisam verificar se há alguma doença endêmica no destino para se protegerem. Da mesma forma, caso exista no país de origem alguma doença endêmica sem ocorrência no destino, é necessário se vacinar.

Leia também: A evolução do cartão de vacina

    Contador de visitas: 687 visualizações

    Veja também: