Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


A UFMG e o Ministério da Saúde assinaram na tarde desta sexta-feira, 23 de março, o termo de cooperação técnica para a reformulação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, através do qual é realizado o exame popularmente conhecido como “teste do pezinho”. A cerimônia, realizada na Faculdade de Medicina, contou com a presença do secretário nacional de Atenção à Saúde e ex-aluno da instituição, Helvécio Magalhães.

foto: Bruna Carvalho

Compuseram a mesa a chefe de gabinete da SES-MG, Marta de Sousa Lima; o secretário municipal de saúde de Belo Horizonte, Marcelo Gouveia Teixeira; o diretor da Faculdade de Medicina, Francisco Penna; a vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton; o secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães; a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da SEE-MG, Guiomar Maria Jardim Leão Lara; e o diretor do Nupad, José Nelio Januario.

O termo prevê que a experiência do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina (Nupad), atualmente responsável por analisar os exames de todos os recém-nascidos em território mineiro, será utilizada como referência para todo o Brasil. Além disso, Minas Gerais passará a detectar mais duas doenças através do teste. Além de fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística, o exame irá diagnosticar hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Pronunciamentos
José Nelio Januario, diretor do Nupad, realizou o primeiro discurso após a abertura da cerimônia pela vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton. Ele ressaltou que o Brasil é dos poucos países do mundo que possui um programa de triagem neonatal articulado nacionalmente, mas alertou para as disparidades regionais. “Para construir laboratório, basta financiamento. Mas para organizar uma rede como a que foi organizada no Brasil é preciso determinação e muito trabalho. O mais difícil já foi feito. Agora se trata de superar as desigualdades. Já completamos 10 anos da criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal e não podemos cruzar os braços para o fato de que alguns estados conseguem diagnosticar e tratar mais doenças do que outros”, analisou José Nélio Januario.

foto: Bruna Carvalho

José Nelio Januario enfatizou o desafio de superar as desigualdades regionais.

Na opinião de Helvécio Magalhães, o esforço empreendido pelo Nupad combina a excelência científica e a relevância social, exemplificando a atuação exemplar de uma universidade pública. “Em Minas Gerais, o Nupad consegue desenvolver um trabalho com perda zero, ou seja, todas as crianças diagnosticadas recebem o devido tratamento. Se isso foi alcançado aqui, tenho certeza que podemos fazer nos demais estados, tendo um olhar especial para o nordeste brasileiro e a Amazônia legal. O Nupad será um grande parceiro para exportarmos esse trabalho para regiões mais pobres”, discursou.

O secretário municipal de saúde de Belo Horizonte, Marcelo Gouveia Teixeira, ressaltou o simbolismo do Programa de Triagem Neonatal. “É uma resposta aos ataques sofridos pelo Sistema Único de Saúde. É a comprovação de que o SUS funciona e só um sistema público pode estruturar uma rede de cuidados que permita acolher, cuidar e dar a assistência necessária a toda população”, disse.

Também discursaram o diretor da Faculdade de Medicina, Francisco Penna; a vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton; a chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Marta de Sousa Lima; e a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), Guiomar Maria Jardim Leão Lara. Houve ainda um espaço para que mães de portadores de fenilcetonúria e anemia falciforme fizessem um breve relato da importância da triagem em suas vidas. A presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Belo Horizonte e Região (Dreminas), Maria Zenó, também deu o seu depoimento.

foto: Bruna Carvalho

Homenagem
Durante seu discurso, Francisco Penna ressaltou a importância do trabalho desenvolvido por Helvécio Magalhães e o seu papel no desenvolvimento das ações de saúde no estado de Minas Gerais. Ele ofereceu um exemplar do livro Centenário da Faculdade de Medicina da UFMG como presente e anunciou que o secretário será agraciado com a medalha do Centenário.

 

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