Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Controle para a síndrome do intestino irritável


Publicado em: Notícias - 9 de Fevereiro de 2012

Os exames mostram que está tudo em seu perfeito funcionamento, mas os sintomas insistem em indicar que há algo de errado com o organismo. Quem sofre com a Síndrome do Intestino (ou cólon) Irritável é acometido, com frequência, por dores, diarreia ou prisão de ventre e acúmulo de gases. O tratamento é desconhecido, mas um controle médico bem feito pode melhorar muito a qualidade de vida das pessoas que sofrem com esse problema.

Estima-se que de 10 a 15% da população mundial tenha a Síndrome do Intestino Irritável. De origem desconhecida, ela afeta principalmente mulheres a partir dos 20 anos. “Não é uma doença. Trata-se de um conjunto de sintomas para os quais não encontramos justificativas”, explica a professora do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria do Carmo Friche.

A irregularidade intestinal é o sinal mais característico desse distúrbio. “A pessoa pode ter muita diarreia, prisão do ventre ou mesmo apresentar os dois problemas em diferentes períodos”. Também são bastante comuns as dores fortes, cólicas e o desconforto.

De difícil diagnóstico, a Síndrome não acarreta em nenhuma alteração orgânica, e sim em uma alta sensibilidade a fenômenos naturais do corpo humano, como passagem de fluidos. Os exames como colonoscopia, ultrassom, ou de fezes, não conseguem detectar o problema, mas são feitos para descartar tumores, úlceras, intolerância à lactose ou glúten, inflamações ou qualquer outro problema intestinal.

Hipóteses

Segundo Maria do Carmo Friche, a hipótese mais atual e aceita na medicina é que causas multifatoriais são as responsáveis pelo desenvolvimento da Síndrome do Intestino Irritável.

“Antigamente, esse distúrbio era muito associado a fatores emocionais. Sabemos hoje que existe essa influência, mas há diversos outros aspectos, como alteração em um comando do cérebro, por exemplo”, explica a médica. Presença de bactérias, movimentação irregular de alguns órgãos, estresse, ingestão excessiva de álcool ou de certos medicamentos também são algumas das causas estudadas.

“Às vezes a pessoa vai para a praia, tem uma diarreia que fica crônica e não melhora mais”, acrescenta Maria do Carmo Friche.

(Atualizada em 09/02/2012, às 14h20)

Controle médico

Como não há cura, o tratamento é feito com o controle dos sintomas. Medicamentos e uma alimentação balanceada são capazes de aliviar a dor e regular a função intestinal. “Para cada paciente, há um tratamento diferente”, ensina a gastroenterologista. Em geral, uma dieta rica em fibras e com pouca gordura é indicada para a regularização do problema.

 

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