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Constipação intestinal e a relação com fatores comportamentais


Publicado em: ExternasRádio - 19 de fevereiro de 2016

Saúde com Ciência apresenta o intestino e problemas que podem acometê-lo, como a constipação intestinal e o câncer colorretal

ImpressãoA constipação, também conhecida como prisão de ventre, é hoje o distúrbio mais comum do trato intestinal. Para se ter uma ideia, estima-se que ela esteja presente em cerca de 20% da população ocidental, sendo responsável por metade das queixas nas clínicas e ambulatórios gastroenterológicos. Caracterizada pela baixa frequência no hábito de evacuar – em geral, menos de três vezes por semana – e por fezes duras e pouco volumosas, a constipação intestinal pode surgir em qualquer faixa etária.

Segundo a gastroenterologista pediátrica e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Elizabeth Vilar, existem três fases críticas para desenvolvimento dos sintomas no público infantil: o período do desmame, quando a mãe troca o leite materno por uma alimentação que a criança não está habituada, o momento em que ela passa a usar o vaso sanitário e o início da vida escolar. “Nessas duas últimas fases, nós temos fatores comportamentais que podem ocasionar o surgimento da constipação intestinal”, afirma. Isso porque, dentre outros fatores, a criança está sendo introduzida a um meio social maior e deve aprender a controlar seus impulsos intestinais.

Na sua forma mais grave, quando a criança apresenta escapes fecais involuntários nas roupas íntimas, a constipação pode trazer sérias consequências de baixa auto-estima. “Uma criança que é vítima de bullying, tanto na escola quanto dentro de casa, vai ser moralmente atacada. Então precisamos ficar muito atentos para conduzir esse aspecto na criança constipada”, adverte Elizabeth.

Uma amamentação saudável, seguida de uma dieta rica em frutas, legumes e cereais integrais, com a ingestão de muita fibra e água – a recomendação é de aproximadamente dois litros por dia –, além da prática de exercícios físicos, que ajudam nos movimentos do intestino, são medidas de prevenção.

Ilustração: Reprodução

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Tratamento e Fase Adulta

O tratamento mais simples passa pelo “conserto” da dieta, com a adoção de hábitos alimentares benéficos ao funcionamento intestinal. Se o quadro está um pouco mais avançado, o médico pode prescrever medicamentos laxantes. Já em constipações graves, em que há a perda de fezes nas roupas íntimas, é necessária a chamada desimpactação fecal. “Que é destruir esse bolo fecal com altas doses de laxantes pela via oral ou pelo clister retal”, explica a professora.

Na fase adulta, a constipação é mais frequente no sexo feminino, principalmente em pessoas idosas. Os sintomas são semelhantes aos do público infantil, mas suas causas variam. O movimento lento das fezes no cólon e o bloqueio da defecação são os principais motivos que acometem os adultos, possíveis reflexos de hábitos comportamentais que ainda associam a defecação a um tabu. Dentre as complicações derivadas da constipação intestinal, estão dores abdominais, inchaço, gases, hemorroidas e fissuras anais.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência apresenta a série “Doenças do Intestino” entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2016. O programa, produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

Ele também é veiculado em outras 174 emissoras de rádio, distribuídas em todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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