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Conhecer o próprio corpo favorece a satisfação sexual da mulher


Publicado em: ExternasRádio - 2 de março de 2018

Professora da UFMG fala no Saúde com Ciência sobre o orgasmo feminino e a importância de conhecer o próprio corpo, dentre outros assuntos

Warlen Valadares*

É o clímax do ato sexual: o orgasmo produz uma sensação de bem estar e relaxamento do corpo, que dura poucos segundos. Muitas mulheres relatam dificuldades para atingi-lo durante a penetração, podendo gerar ansiedade e frustração e diminuir a satisfação sexual feminina. Algumas podem, inclusive, fingir o orgasmo para agradarem seus parceiros. A importância de conhecer seu próprio corpo é, portanto, essencial.

De acordo com a ginecologista, sexóloga e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Fabiene Vale, a pessoa tem pouco controle sobre o orgasmo e a pressão por alcançá-lo pode até reduzir o prazer sexual. A professora também afirma que a mulher não deve esperar que o parceiro lhe dê esse prazer, pois a experiência é individual. “Para que a mulher possa sentir o orgasmo, ela deve conhecer seu próprio corpo, saber se tocar, relaxar, fantasiar, concentrar na relação sexual ou no próprio estímulo”, pontua.

Estima-se que somente 20% das mulheres experimentam o orgasmo a partir da penetração, enquanto cerca de 80% podem senti-lo com a estimulação do clitóris, órgão de elevada sensibilidade, principalmente durante a masturbação. As mamas e outras partes do corpo feminino também podem provocar sensações de prazer ao serem estimuladas.

Foto: Unsplash

Quem melhor deve saber quais são seus pontos erógenos, reforça Fabiene Vale, é a própria mulher. Ela pondera que as mulheres brasileiras conhecem muito bem o corpo para higiene quando comparadas às americanas e europeias, mas desconhecem seu “corpo erótico”, já que não têm o hábito de se estimularem sozinhas. A obsessão pelos padrões de beleza e consequente busca pelo corpo “perfeito” também geram angústia e ansiedade, diminuindo a qualidade da vida sexual.

Clima de namoro

Manter um “clima de namoro”, mesmo com o passar dos anos da relação, favorece o desejo feminino. Em um relacionamento a dois, a satisfação sexual da mulher também depende de pequenas atitudes do parceiro. “O estímulo deve vir desde o bom dia no café da manhã com o parceiro. A maneira como ele fala, um elogio, uma boa conversa durante o dia… São coisas que alimentam o poder inusitado que a mulher precisa para ter uma boa resposta sexual”, resume Fabiene.

A professora ainda destaca a importância das preliminares. “No momento do ato sexual, as preliminares são fundamentais. Gestos, toques e ternura no relacionamento. Um pênis dentro da vagina pouco representa pra satisfação sexual da mulher. O que está em volta é muito mais importante”, conclui.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

*Redação: Warlen Valadares – estagiário de Jornalismo

Edição: Lucas Rodrigues

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