Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


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Mesa de honra, da direita para a esquerda: Patrícia Mancini, Stela Lemos, Ana Cristina Gama, Jaime Arturo Ramirez, Tarcizo Nunes, Andréa Motta, Cláudia Ligocki e Lucas Teles. Foto: Deborah Castro

O 2o Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG foi  aberto oficialmente em uma sessão solene na noite dessa quinta-feira, 19, no Salão Nobre da Instituição. “Estamos profundamente felizes com a participação de profissionais e estudantes de todas as regiões do Brasil. Isso, sem dúvida, engrandece o evento”, afirmou a representante da comissão científica, professora Patrícia Mancini.

A professora e presidente do Congresso, Ana Cristina Gama, também se mostrou contente por reunir 430 congressistas inscritos e agradeceu aos que contribuíram com a organização dessa edição. “Agradecemos aos palestrantes e debatedores que vieram somar experiências e compartilhar novos conhecimentos. Desejamos a todos um excelente congresso”, disse.

Convidada a compor a mesa de honra, a presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 6ª Região, Cláudia Ligocki, por sua vez, destacou a importância do evento em aumentar e incentivar mais espaços para a profissão, além da relevância do tema “Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Profissional”. “Parabenizo-os pela excelente organização desse Congresso com temática tão relevante em um momento tradicional. Temática que vai ao encontro com a proposta dos trabalhos realizados pelo Conselho”, declarou.

Segundo a estudante Thais Freitas, do 7º período do curso de Fonoaudiologia da Faculdade, as palestras têm sido interessantes para sua vivênvia na clínica. “Podemos ver outros métodos para avaliar os pacientes ou mesmo reabilitá-los. São vivências que pareciam longe da gente, mas que podemos levar para os ambulatórios. O Congresso também é um diferencial por nos permitir ver mais a prática do que nas aulas”, expôs.

Consolidação da Fonoaudiologia

O diretor da Faculdade, Tarcizo Nunes, aproveitou a oportunidade para dar reconhecimento à consolidação em curto tempo do curso de Fonoaudiologia. “Apesar de tão jovem, o curso tem crescimento em vários aspectos como uma ótima avaliação no MEC, especialização, mestrado e já está caminhando para ter doutorado”, contou. “Isso tudo se deve aos professores da Fono que trabalham muito. E, por isso, esse é um momento especial”, explicou.

O trabalho do corpo docente do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade também foi realçado pelo reitor da UFMG, Jairo Ramírez. “Nesse momento, em que temos algumas dificuldades, o melhor exemplo que a universidade pode dar é se voltar ao que sabe fazer de melhor”, pontuou. “O Departamento é um grande exemplo porque, mesmo com escassez de recursos como de docentes aquém do que deveria, nunca desistem ou deixam de fazer algo com a melhor qualidade possível”, completou. Em continuidade, Ramírez desejou que todos aproveitassem a riqueza das palestras e as muitas experiências disponibilizadas pelo Congresso, declarando que seriam importantes não só para o curso, como para a formação da nossa própria cultura.

Engenharia e Fonoaudiologia

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Professor de engenharia, Estevam de Las Casas, apresentou trabalhos interdisciplinares desenvolvidos pelo IEAT. Foto: Deborah Castro

Ao apontar a importância de desenvolver trabalhos através da interdisciplinaridade, o diretor do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT-UFMG), Estevam de Las Casas, apresentou alguns projetos desenvolvidos por engenheiros que auxiliam profissionais da fonoaudiologia.

“O objetivo é mostrar projetos que estão sendo desenvolvidos há bastante tempo a partir da perspectiva de colaboração de profissionais de várias áreas”, contou. “Através da interdisciplinaridade podemos evitar visões parciais de problemas. Se cada um olhar apenas sua área, problemas com um mínimo de complexidade perdem a possibilidade de ser tratado com o seu todo”, defendeu.

Dentre os exemplos de projetos motivados pelos estudos e tratamentos de problemas relacionados às forças em estruturas orafaciais, principalmente na língua, bochechas e lábios, há os aparelhos Forling e Forlan e  métodos que seguem a ideia de joystick. Os primeiros foram desenvolvidos para medir a força e avaliar as variações que indicam patologias ou não da musculatura orafacial, auxiliando, assim, o diagnóstico pelos fonoaudiólogos. Já o segundo, por se tratar de um jogo que funciona com a força da língua, teve como principal objetivo a melhoria da adaptação de crianças ao tratamento fonoaudiológico tradicional.

2º Congresso de Fonoaudiologia

O 2º Congresso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG acontece entre os dias 19 e 21 de maio e tem como tema central “Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento profissional”. Ao todo, reúne mais de 400 participantes, formados por fonoaudiólogos, estudantes e profissionais da área de saúde. A programação completa e outras informações estão disponíveis no site.

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