Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


A Congregação da Faculdade de Medicina da UFMG aprovou, sem votos contrários, a criação do Departamento de Medicina de Família e Comunidade. A decisão vai ao encontro das diretrizes propostas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a Atenção Primária nos currículos das escolas médicas do país. Segundo o diretor da Unidade, professor Tarcizo Afonso Nunes, essa é uma ação pioneira em Minas Gerais e a segunda do Brasil.

“A partir da inserção precoce do aluno de Medicina, desde o segundo período, nos postos de saúde, em concomitância com a determinação do novo currículo, tornou-se pertinente pautar a discussão sobre a criação de um departamento que enfatizasse a questão da Medicina de Família e Comunidade”, destaca o diretor. A partir de então, formou-se um grupo com professores de diversos departamentos da Unidade para discutir a questão, os quais desenvolveram um projeto que, após aprovação na Congregação da Faculdade, será enviado para análise em diversas instâncias superiores da Universidade, até chegar ao Conselho Universitário da UFMG.

“Ao voltar o currículo para a Atenção Primária, percebi que a estrutura dos departamentos na Faculdade é, de certa forma, tradicional, embora já seja uma instituição pioneira em apresentar a Atenção Primária há tempos, como o Internato Rural criado há 37 anos”, pontua Nunes.  Segundo o diretor, ao ter um departamento específico para a área, os alunos poderão ter melhor acompanhamento nos postos de saúde, por exemplo. Além disso, será um passo inicial para a Faculdade oferecer a própria especialização e pós-graduação stricto sensu em Medicina de Família e Comunidade.

“Essa não é uma especialidade nova no país, mas não havia o devido reconhecimento. Um bom médico de família é capaz de resolver cerca de 80% ou mais dos casos de atendimento na Atenção Primária”, ressalta o professor. “Quando não consegue resolver, ele saberá encaminhar para a especialidade adequada e, dessa forma, solucionar o problema do usuário com menor tempo e custo financeiro”, conclui.

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