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Compulsão por trabalho traz consequências sociais e de saúde – Faculdade de Medicina da UFMG

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Compulsão por trabalho traz consequências sociais e de saúde


Publicado em: ExternasRádio - 27 de maio de 2016

Saúde com Ciência reapresenta série sobre tipos de compulsão, dentre eles o workaholismo ou ”dependência por trabalho”

ImpressãoUma notificação no celular avisa a chegada de um e-mail do trabalho. A mensagem solicita um relatório para o dia seguinte. Você está em casa, mas sente uma necessidade incontrolável de atender a demanda e começa a produzir o material imediatamente. Fique ligado! Atitudes como essa podem indicar que você é workaholic.

“O termo vem do inglês work, que significa trabalho, e alcoholic, ligado à dependência”, afirma a psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Tatiana Mourão. Segundo ela, o comportamento não é considerado, exatamente, uma doença psiquiátrica. Com mais de cinquenta horas por semana dedicadas à profissão, o workaholic sente prazer durante o expediente e sensações de culpa e tristeza quando não está trabalhando.

Os primeiros sinais da compulsão envolvem problemas familiares, com o comprometimento dos relacionamentos sociais – família e amigos. Prejuízos à saúde, então, se tornam comuns. “Há os problemas físicos, porque não existe tempo ou vontade de se realizar atividades físicas, e podem acontecer abusos de álcool ou tranquilizantes para a pessoa relaxar no fim do dia”, observa Tatiana.

Ilustração: Juliana Guimarães

Ilustração: Juliana Guimarães

workaholic não costuma perceber que está exagerando no trabalho. Por isso, a psiquiatra lembra a necessidade do apoio familiar para que ele se identifique como compulsivo e procure ajuda médica. Para ela, gostar da profissão e do ambiente de trabalho é fundamental para o sucesso pessoal e profissional, tanto quanto manter vínculos familiares e buscar prazer nos momentos de lazer.

“O tratamento dessa compulsão é baseado na psicoterapia, em que paciente e médico desenvolvem metas para uma vida mais equilibrada. O objetivo é mostrar ao workaholic que ele não deve sentir culpa no lazer ou descanso”, diz Tatiana Mourão. O uso de remédios só é indicado caso o indivíduo apresente algum transtorno de ansiedade ou humor, como a depressão, situação frequente entre as pessoas com quadros de workaholismo.

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 177 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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