Novo encontro será realizado na segunda-feira, 7 de maio, às 13h no campus Pampulha

Foto: Carol Morena

Nesta sexta-feira, 4 de maio, foi realizada uma reunião com alunos do 1º ao 4º período do curso de Medicina no Auditório 2 do Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) do campus Pampulha da UFMG, para ouvir suas demandas sobre as vivências no ciclo básico, realizado, em grande parte, no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.

No encontro estavam presentes a coordenadora do Colegiado do curso de Medicina, Taciana Figueiredo; Maria das Graças e Júnia , da Assessoria de Escuta Acadêmica do Centro de Graduação da Faculdade.

Como o objetivo era conhecer as questões enfrentadas pelos discentes e debater sobre as soluções, foram feitas pontuações sobre mudanças estruturais de algumas disciplinas. Para a de Neuroanatomia, por exemplo, os alunos sugeririam que fosse disponibilizado mais tempo para que pudessem estudar a parte prática com as peças de Anatomia no Laboratório ou fossem disponibilizadas monitorias também na Faculdade de Medicina.

Outra sugestão apontada pelo aluno Thiago Abreu, do 5º período, foi reformar a ementa da disciplina, programando seu conteúdo de acordo com a sua carga horária, para que não aumente a grade curricular ainda mais. “Mesmo após um dia inteiro de aula, com intervalo de uma hora para o almoço, eu preciso chegar em casa e estudar mais. Não sobra tempo para conciliar a vida pessoal”, contou. “É preciso repensar as disciplinar observando como o novo perfil de alunos que estão entrando na Faculdade estão recebendo e lidando com tudo isso”, continuou.

Foto: Carol Morena

A professora Taciana afirmou que levaria as questões apresentadas no encontro para serem debatidas dentro do Colegiado e propôs que os representantes estudantis de cada turma ou subturma também se reunissem periodicamente para compartilharem essas situações e, inclusive, incentivar e esclarecer sobre as queixas. “Vamos lutar para que as coisas melhorem. Vocês que sabem o que está bom ou ruim e podem nos procurar para resolver. Falem o que precisam falar”, acrescentou.

Maria das Graças completou ressaltando a importância de formalizar o mal-estar dos alunos ao Colegiado e a Escuta Acadêmica para que a Instituição saiba dos problemas e possa mudar as circunstâncias. “Não tem que ter medo de dizer o que está ruim. Se há receio de colocar o próprio nome, há entidades que possam representá-los como o DA”, lembrou.

Para Vitória Palmeira, 2º período, o encontro é importante, inclusive, por ter uma forma mais informal, com professores se mostrando abertos às demandas e tem a expectativa que isso se reverbere. “Espero que os alunos se organizem mais para estar aqui e que os professores nos ouçam mais para que saia da informalidade e tenha consequências no nosso dia a dia”, disse.

“Agora pretendo voltar para minha turma e propor de nos organizarmos melhor, escolher um representante e ter voz ativa aqui dentro do ICB. Às vezes queremos passar por esse período rápido e voltar ao campus Saúde, mas são dois anos aqui e isso aqui também faz parte da nossa Universidade”, declarou.  “Essa participação dos alunos e a abertura dos professores para isso torna tudo mais saudável e precisamos de saúde mental”, finalizou Ana Vitória.

Próximo Encontro

Para os alunos que não puderam comparecer nesta sexta-feira ou quiserem participar mais uma vez, haverá outro encontro com o mesmo objetivo no dia 7 de maio, segunda-feira, das 13h às 14h, no Auditório 2A do CAD 1, no campus Pampulha.

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