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Cerca de 25% da população mundial tem alergia


Publicado em: ExternasSaúde - 19 de novembro de 2014

“Alergias mais comuns e como evitá-las” foi o tema abordado hoje, dia 19 de novembro, pelo projeto Quarta da Saúde. O encontro foi conduzido pelo professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Jorge Andrade Pinto, que exemplificou os tipos mais frequentes da doença.

De acordo com o professor, as alergias são reações de hipersensibilidade imunológicas que são desencadeadas pelo contato com substâncias inofensivas. As alergias mais comuns ocorrem em 25% da população mundial.

Durante a palestra, ele explicou que as doenças alérgicas são uma interação entre a genética e o ambiente. Ou seja, os fatores genéticos ajudam no desenvolvimento das alergias, mas as mudanças ambientais determinam o aumento da prevalência delas. Dentre as modificações estão as mudanças de hábitos alimentares, ficar muito tempo em ambientes fechados, redução das atividades físicas e obesidade.

O professor explicou também sobre a “Teoria da higiene”, em que a redução das infecções virais e bacterianas nos primeiros anos de vida resulta em maior frequência de fenômenos alérgicos. “Nós pediatras costumamos dizer que as crianças precisam um pouco de Vitamina S, que é a vitamina da sujeira. Precisam andar um pouco no chão, andar descalço. Essa baixa exposição aos micróbios nos primeiros momentos da vida leva a uma certa ociosidade do sistema imunológico e acarreta epidemia de processos alérgicos”, explicou.

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Professor Jorge Andrade Pinto durante palestra.

Tipos de alergia

Segundo Jorge Andrade, espirros, coriza, irritação e lacrimejamento nos olhos, baixa audição, tosse, falta de ar, urticária na pele, dor e distensão abdominal, vômitos e diarréia são alguns dos sintomas de vários tipos de alergia.

O professor explicou também um pouco das alergias mais comuns:

As alergias inalantes estão relacionadas aos ácaros, baratas, fungos do ar e animais domésticos. Para evitá-las é importante deixar o quarto bem ventilado, com exposição ao sol e manter limpos de poeira colchão, travesseiro, tapete e cortina.

A alergia a medicamentos são mais comuns com anti-inflamatórios, como a aspirina; antibióticos, como a penicilina; e anestésicos. A doença se manifesta com urticária, tosse e chieira. Por isso, a importância de identificar os fatores de risco para a prevenção dos casos. De acordo com Jorge Andrade, nos Estados Unidos é comum que as pessoas andem com pingentes ou pulseiras que identifiquem os remédios aos quais são alérgicos. Isso porque, quando acontece algum acidente em que a pessoa é levada inconsciente ao hospital, os médicos sabem o tipo de medicação que não pode ser utilizada.

A alergia alimentar pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum nas crianças. Os alimentos mais comuns são leite de vaca, ovo, soja, amendoim e castanhas e frutos do mar. Os sintomas são cutâneos, respiratórios e gastrointestinais.

A alergia a picada de insetos himenópteros, que são os animais com ferrões como formiga, abelha, marimbondo e vespa. Segundo o professor, pode acontecer em qualquer época da vida, principalmente em pessoas que trabalham na área rural. Os casos são graves, precisam ser identificados e se agravam com a repetição da exposição.

A alergia de contato é uma das mais comuns.Ocorre quando a pessoa tem contato com metais, como bijuteria, fivela de calça e esmaltes; látex, como luvas de borrachas; e substâncias fotossenssibilizantes, ao mexer com frutas cítricas.

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Participantes tiram dúvidas com o especialista.

 

No final da palestra, o professor explicou que o diagnóstico de todos os tipos de alergia é realizado através da história e exame clínico, além dos exames complementares, como os testes alérgicos e exame de sangue. O tratamento é realizado com medicações anti-alérgicas, corticosteróides tópicos, com o tratamento da anafilaxia e imunoterapia. Por fim, o professor Jorge Andrade Pinto respondeu as dúvidas dos presentes.

Quarta da Saúde

O projeto “Quarta da Saúde” visa abordar temas sobre saúde de forma ampla e com linguagem acessível ao público em geral. A iniciativa é do Centro de Extensão (Cenex-MED) e da Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Faculdade de Medicina da UFMG. O projeto “Quarta da saúde” retoma as atividades em março de 2015.

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