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Celular e radiação: polêmica com data pra terminar – Faculdade de Medicina da UFMG

Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


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Celular e radiação: polêmica com data pra terminar


Publicado em: ExternasRádio - 23 de Janeiro de 2015

Série do Saúde com Ciência é dedicada aos prejuízos físicos e mentais do uso excessivo de aparelhos eletrônicos. Supostos riscos ao sistema nervoso central da radiação emitida pelos celulares está entre os destaques

saudecomcienciaUm telefone que pode ser usado tanto dentro quanto fora de casa. Foi-se o tempo em que o caráter móvel do celular era o principal motivo da sua utilização. Hoje, com os smartphones e similares, o conceito multiuso do celular faz dele um assessório praticamente indispensável, inclusive por crianças e idosos. Esse uso em excesso, no entanto, levanta uma polêmica que já foi tema de estudos científicos: afinal, a radiação ligada ao telefone celular pode estar associada a cânceres e tumores cerebrais?

De acordo com o neurocirurgião e professor do Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade de Medicina da UFMG, Mauro Ferreira, o celular emite uma radiação eletromagnética não-ionizante e, pelo fato de as pessoas usarem o aparelho próximo à cabeça, pesquisadores ainda tentam concluir se tal radiação pode causar danos ao usuário, a médio ou longo prazo. “É um tipo de onda eletromagnética, que não tem a capacidade de desfazer qualquer tipo de ligação química entre os componentes dos diferentes tecidos. Isso não quer dizer que elas não tenham algum potencial carcinogênico, levando em conta o tempo e a quantidade de exposição a esse tipo de energia”, avalia.

Para Ferreira, a falta de consenso no meio científico estaria ligada à heterogeneização dos estudos sobre o assunto. “Estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que existiria um risco de 40% para

Crédito da ilustração: viratrabzon.com

Crédito da ilustração: viratrabzon.com

pessoas que utilizam o celular de forma intensa, ou seja, pelo menos trinta minutos ao dia por mais de dez anos, desenvolver um tumor cerebral. Só que na literatura neurocirúrgica, esses pacientes não apareceram”, relata.

Apesar disso, a tendência é que a discrepância entre os estudos feitos até hoje chegue ao fim no próximo ano, uma vez que eles devem ser compilados. “Parece que alguma resposta mais embasada cientificamente virá em 2016, de modo que a OMS terá um parecer formal em relação à segurança ou não dessas ondas eletromagnéticas emitidas por celulares”, prevê o professor.

Recomendações dos fabricantes

Até o relatório da OMS ser publicado em 2016, é necessário se prevenir desse tipo de radiação? Segundo Ferreira, como se trata de algo controverso, medidas como usar fones de ouvido ou evitar “colar” o aparelho ao ouvido, podem ser tomadas, mas elas não têm valor científico. “São, inclusive, recomendações de manuais de fabricantes. Por ser uma controvérsia, opta-se por uma ponderação. Enquanto não saem as conclusões definitivas, talvez a atitude mais adequada fosse tomar essas precauções”, observa.

“Não que se devam adotar essas medidas por critérios científicos, porque não se sabe realmente se seria essa a solução e se, de fato, há um problema relacionado ao uso dos celulares”, completa o neurocirurgião.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência, que apresenta a série Aparelhos Eletrônicos x Saúde entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2015, é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

Ele também é veiculado em outras 93 emissoras de rádio, que envolvem as macrorregiões de Minas Gerais e os seguintes estados: Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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