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Foto: Lucas Rodrigues

Nos dias 11 e 12 de outubro, a UFMG recebeu os candidatos à revalidação do diploma médico estrangeiro, no campus Pampulha da Universidade. Ao todo, foram 1.188 inscritos, de 32 nacionalidades. A avaliação é uma oportunidade para que os médicos que se formaram em outros países obtenham diploma da UFMG para exercer a profissão no Brasil.

Entre os candidatos, 69% eram brasileiros, 16% bolivianos e 3% peruanos. Mas também participaram da avaliação médicos, por exemplo, do Egito, Haiti, Síria, Rússia, Nicarágua, Angola e Honduras.

O candidato Faisel Mabruk veio da Líbia para exercer a medicina em Belo Horizonte. Com a intenção de realizar residência médica na capital mineira, o líbio fez a avaliação e achou a prova “muito boa, não é difícil”, entretanto, sentiu dificuldades nas questões sobre medicina de família e comunidade.

Já a candidata Emelina Leite, veio de Cabo Verde para realizar a avaliação. Com diploma de Cuba, a médica acredita que o tempo de duração é adequado e que a prova não é difícil, mas é preciso racionar muito. “A parte de preventiva é totalmente diferente do que eu estudei”, lembrou.

Ao todo, a avaliação contou com 140 questões. No dia 11, os candidatos realizaram as provas de múltipla escolha de pediatria, tocoginecologia e medicina de família e comunidade/saúde pública. No dia 12, foram realizadas as provas de clínica médica e cirurgia, além de cinco questões discursivas de cada área. Confira o gabarito.

Os países de origem dos diplomas com o maior número de inscritos foram Bolívia (54%), Cuba (20%), Paraguai (8%), Argentina (4%) e Venezuela (2%). Há diplomas da Espanha, Colômbia, Alemanha, Reino Unido, entre outros.

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Faisel Mabruk, Emelina Leite e André Pacheco, candidatos que realizaram a prova de revalidação de diploma. Fotos: Lucas Rodrigues

É o caso do brasileiro André Pacheco, que estudou medicina na Bolívia. Pela primeira vez realizando a prova de revalidação de diploma da UFMG, ele não teve dificuldades durante a avaliação. “É uma avaliação regular e muito justa”, comentou.

A mesma prova também foi aplicada para 60 estudantes do 12º período do curso de Medicina da UFMG, com a intenção de balizar o conhecimento exigido com o ensinado na instituição. Segundo o presidente da Comissão Permanente de Diploma Médico Obtido no Estrangeiro, professor André Cabral, há todo um cuidado em propor questões que sejam relevantes na prática médica, e que todas elas sejam tecnicamente referenciadas de modo que a prova atenda aos critérios de fidedignidade, validade e relevância social.

O professor André Cabral, em nome da Comissão Permanente e da diretoria da Faculdade de Medicina da UFMG, também agradeceu a participação de todos os funcionários, professores e alunos envolvidos na avaliação. Segundo ele, o processo transcorreu sem problemas.

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