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Calçados e meias adequados previnem enfermidades nos pés


Publicado em: ExternasRádio - 24 de julho de 2015

Em nova série do Saúde com Ciência, professores da Faculdade dão dicas de prevenção contra calos, bolhas, unha encravada e “pé de atleta”

marca-saude-com-ciencia1Ao sair de casa para caminhar, correr ou praticar esportes, uma pessoa pode passar horas usando calçados e meias. Até aí, nenhuma novidade. Sem um cuidado adequado, no entanto, atividades físicas do dia-a-dia podem levar ao “pé de atleta”, ou frieira, a mais comum infecção de pele por fungos. Ela se caracteriza pelo surgimento de bolhas e rachaduras, principalmente entre os dedos dos pés, e coceira e ardor na região afetada.

De acordo com o ortopedista e professor do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da UFMG, Daniel Baumfeld, a transpiração dos pés combinada com as horas utilizando calçados contribui para o aparecimento da infecção. Para aliviar os sintomas do “pé de atleta”, medicamentos antifúngicos são eficazes, mas não previnem ou acabam com o problema de forma definitiva. “As pessoas devem priorizar meias que permitam a troca de suor do pé com o meio ambiente, calçados esportivos que apresentam ‘telas’ na maior parte do calçado. Além disso, enxugar os pés diariamente e, a cada atividade, trocar a meia ou o calçado”, orienta Baumfeld.

Outro cuidado que o ortopedista lembra, este para prevenir qualquer condição adversa nos pés, é o alongamento. “Se formos alongar para uma atividade esportiva, pelo menos 20% do tempo do exercício praticado deve ser dedicado ao alongamento”, afirma. Ou seja, se o indivíduo vai se exercitar por uma hora, ele deve alongar o corpo por 12 minutos além dessa hora. Para Baumfeld, o ideal é que o alongamento seja feito diariamente, seja ao acordar ou mesmo antes de dormir, independentemente da “academia”.

Em entrevista ao Saúde com Ciência, professor da UFMG diz que andar descalço não traz nenhum risco ao homem, mas pede bom senso e preparo para encarar os "atritos do solo".

Em entrevista ao programa de rádio, professor da UFMG diz que andar descalço não traz nenhum risco ao homem, mas pede bom senso e preparo para encarar os “atritos do solo”.

Calos e unha encravada

O uso de um calçado apropriado, especialmente na prática esportiva, também ajuda a evitar calos e unha encravada. Segundo o dermatologista e professor do Departamento de Clínica Médica, Claudemir Aguilar, na maioria dos casos, a pessoa apresenta calos porque tem algum defeito ortopédico ou usa um calçado inadequado. “Às vezes o calçado é muito estreito e a pessoa, ao caminhar, recebe o atrito na região”. Vale ficar atento também para a presença de uma joanete – protuberância na borda interna do pé, que faz com que o osso abaixo do dedão fique cada vez mais para fora.

“O indivíduo deve optar por um calçado que tenha sistema de amortecimento, apropriado para receber o impacto”, indica Aguilar. Para tratar os calos, ele cita o uso de substâncias abrasivas, mas não ignora a importância de um dermatologista para acompanhar possíveis fatores de risco, como a questão do calçado, a joanete e uma pisada “errada”.

Já sobre a unha encravada, inflamação que ocorre quando a unha, ao crescer, entra na pele que fica ao seu redor, o professor aponta algumas causas. “Muitas vezes, o indivíduo tem um corte da unha inadequado. Um trauma ou pisão também leva à inflamação da unha, assim como a remoção da cutícula”.

Ele recomenda que o indivíduo não tente cortar a unha encravada sem orientação, uma vez que a situação pode se agravar. Para se prevenir, Claudemir Aguilar resume: “O corte adequado é aquele que deixa a unha mais ‘quadrada’, principalmente nos dedões dos pés. E lembrar sempre do calçado antes da atividade, evitando os que apertam na frente, além de não usar sapatos muito finos”.

Leia também: Salto contra o esporão

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência, que apresenta a série “Cuidados com os Pés” entre os dias 27 e 31 de julho de 2015, é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM.

Ele também é veiculado em outras 138 emissoras de rádio, que estão inseridas nas macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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