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Aos cuidados de uma unidade de terapia intensiva


Publicado em: ExternasRádio - 24 de outubro de 2014

Acompanhamento do recém-nascido em uma UTI neonatal está entre os destaques do programa de rádio

saudecomcienciaTrês questões básicas diferenciam um leito da unidade de terapia intensiva (UTI) de um leito comum: infra-estrutura, recursos humanos e a parte de protocolos e controle de processos, alguns deles aplicados de acordo com o perfil do paciente que cada unidade recebe.

“Do ponto de vista de infra-estrutura, os recursos que fazem monitoração e suporte à vida. Do ponto de vista de serviços, uma equipe de enfermagem mais qualificada, além de uma equipe médica em tempo integral ao lado desses leitos”, destaca o professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, José Carlos Serufo, que trabalhou durante 25 anos em UTIs.

Arquivo HC/UFMG

Arquivo HC/UFMG

Às pessoas que questionam se existe alguma diferença entre UTI e CTI – sigla para centro de terapia intensiva –, Serufo esclarece que a diferença é essencialmente conceitual: “A gente entende como CTI um centro onde se cuida de todos os tipos de problemas graves de pacientes das mais variadas causas. Já como uma UTI, uma unidade mais direcionada a um determinado grupo de pacientes, como a UTI cardiológica”.

Outro exemplo é a UTI neonatal. Ela tem o papel de oferecer uma assistência mais cuidadosa aos bebês que nascem com diferentes problemas de saúde. Segundo a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade, Elaine Carvalho, a unidade é indicada para recém-nascidos de qualquer idade gestacional, que necessitem de ventilação mecânica ou em fase aguda de alguma insuficiência respiratória.

“Também para crianças com menos de trinta semanas de idade gestacional com peso de nascimento menor que mil gramas. Além disso, crianças que necessitem de cirurgias de grande porte ou para o pós-operatório de cirurgias de pequeno e médio porte”, complementa a pediatra.

Alguns cuidados básicos, que vão além de uma boa higiene, são necessários para garantir o tratamento adequado dessas crianças nas UTIs. “Requer um controle de temperatura seguro da encubadora ou do berço que ela irá permanecer e a oxigenoterapia caso necessário. Além disso, a monitorização contínua para monitorar a frequência cardíaca, a frequência da respiração, a pressão arterial e a oxigenação”, resume. Para manter a circulação do bebê adequada, alguns medicamentos também podem ser ministrados.

Na UTI, de acordo com Elaine, a família do recém-nascido também recebe uma assistência diferenciada. “Com a internação do filho, a família é sempre orientada quanto ao acesso livre à unidade, pensando nesse vínculo entre a mãe e a criança”, observa. Para isso, uma equipe multidisciplinar deve ser mobilizada, de modo que, caso seja necessário, psicólogos atuem em conjunto com a equipe médica.

Tema da semana

A higienização das UTIs e a alimentação das pessoas internadas, além de um retrato da situação no interior de Minas, são outros destaques. Confira a programação:

O que é UTI – segunda-feira (27/10/14)

Higienização e visitas na UTI – terça-feira (28/10/14)

Alimentação na UTI – quarta-feira (29/10/14)

UTI para recém-nascidos – quinta-feira (30/10/14)

Situação atual no interior: região de Divinópolis-MG – sexta-feira (31/10/14)

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h05, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. Ele ainda é veiculado em 70 emissoras de rádio de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Estados Unidos. Também é possível conferir as edições pelo site do Saúde com Ciência.

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