Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Não houve, dentro do Salão Nobre, durante a festa de cem anos da Faculdade de Medicina, nesta segunda-feira, 14 de março, quem não gargalhasse com a palestra do médico e escritor Ângelo Machado. De medicina, daquela que conhecemos em hospitais e consultórios, ele, ex-aluno da instituição, pouco falou. Mas deu lições sobre o meio ambiente de forma didática, como se falasse para seu costumeiro público alvo: as crianças.

“Estão destruindo tudo sem saber para o que serve”, afirmou o autor do livro “O menino e o rio” e da peça teatral “Como sobreviver em festas e recepções com buffet escasso”. Na sua palestra, houve espaço para alfinetar o ex-presidente norte-americano George W. Bush, que se recusou a assinar o protocolo de Kyoto (documento com medidas para evitar o aquecimento global), e criticar as histórias e contos infantis que relacionam o meio ambiente a coisas ruins, como a floresta cheia de lobos maus, monstros e caçadores.

Ângelo Machado, que nunca chegou a exercer a profissão como médico, mas se dedicou ao ensino e pesquisa na área de neuroanatomia, lembrou que, da natureza, surgiram medicamentos que possibilitaram grandes saltos para o cuidado com a saúde humana. Como não ter certo apreço por cobras, depois que Ângelo Machado lembrou que, do veneno desse réptil, veio um importante remédio para a cardiologia?. “Ela mais salvou do que matou”, disse, arrancando, mais uma vez, risadas de uma plateia que lotou o auditório da Medicina.

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