Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Programa de rádio desta semana destaca tratamento de doenças ligadas à glândula tireoidiana, entre elas o hipo e o hipertireoidismo.

marca-scc1Com o formato de uma letra H, ela está situada na frente dos anéis da traqueia, entre o “pomo de Adão” e a base do pescoço. Fixada à laringe, a glândula tireoide se movimenta com a deglutição e ajuda a controlar o metabolismo, por isso é tão importante para o organismo. Mas de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15% dos brasileiros apresentam alterações em seu funcionamento, seja com o hipo ou o hipertireoidismo.

Apesar de não ser possível prevenir ou curar definitivamente esses quadros – o metabolismo se torna mais lento ou acelerado nos casos de hipo ou hipertireoidismo, respectivamente –, os tratamentos, em geral, são bem sucedidos quando diagnosticados. Para o endocrinologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Josemar de Almeida, mesmo que um autoexame para detectar disfunções na glândula seja complicado, há alguns sinais que podem ser observados para que esse diagnóstico seja feito o mais rápido possível. “Ao se olhar no espelho, levantando o pescoço, a pessoa pode perceber alguma diferença de um lado para o outro, um crescimento, ou uma dificuldade para engolir. Se a pessoa deita de barriga pra cima e sente que há algo sufocando o pescoço, ela deve procurar o médico”, esclarece.

Imagem: reprodução

Além disso, é comum associar o ganho de peso a problemas na tireoide, mas o professor revela que, normalmente, essa relação não passa de um mito. “O paciente que tem o hipotireoidismo durante alguns meses pode até ganhar um quilo ou dois, mas ele não chega à obesidade. Se a pessoa tem a doença e não sabe, não está tratando, ela vai ter o metabolismo reduzido, então talvez tenha mais dificuldade para perder peso”, explica. Ele ainda pontua que a partir do momento em que a doença foi diagnosticada e está em tratamento, não há esse obstáculo.

Por outro lado, a alimentação pode ser uma forte aliada de quem apresenta as disfunções tireoidianas. A professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria Marta Sarquis, afirma que os alimentos que contém iodo são importantes, porque esse nutriente é a base da formação dos hormônios produzidos pela glândula. Mas também existem alimentos que devem ser evitados, pois atuam negativamente nessa composição. “Se a pessoa faz reposição e ingere muita soja e muita fibra, pode dificultar a produção de seus hormônios tireoidianos”, conclui.

Tema da semana

A série Em dia com a tireoide aborda assuntos relacionados à saúde dessa glândula, como a importância de hábitos que promovam seu bom funcionamento. Confira a programação:

O que é tireoide? – segunda-feira (22/07/2013)

Hipotireoidismo – terça-feira (23/07/2013)

Câncer na tireoide – quarta-feira (24/07/2013)

Hipertireoidismo – quinta-feira (25/07/2013)

Saúde da tireoide – sexta-feira (26/07/2013)

Sobre o programa de rádio

O Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 fm. Ele ainda é veiculado em 30 emissoras de rádio em Minas Gerais. Também é possível conferir as edições pelo site do Saúde com Ciência.

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