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Adoção é assunto da semana no Saúde com Ciência


Publicado em: ExternasRádio - 4 de janeiro de 2018

Programa de rádio reapresenta série com informações sobre o processo de adoção. A informação pode ajudar o candidato a rever o perfil que procura, como no caso de crianças com doenças tratáveis

Antes do contato com uma criança ou adolescente disponível para adoção, o pretendente preenche uma ficha determinando algumas características, para que elas combinem com o perfil da criança que deseja. Tal direito pode ajudar na estabilidade a ser alcançada pela futura família, uma vez que a decisão muda a vida de quem está envolvido. Alguns mitos e falta de informação, porém, podem interferir na escolha desse perfil – um exemplo se refere às crianças com doenças tratáveis.

É importante estar bem informado sobre as características dessas condições, que às vezes determinam a não adoção de uma criança. “A ansiedade dos pretendentes pode impedir que eles realmente vejam o que é pra ser visto. No caso das doenças tratáveis, às vezes a pessoa está tão ansiosa que ela deixa que o medo dela tome conta. Então ela não considera uma possibilidade, por exemplo, de uma doença tratável ser uma doença comum, que até ela teve na infância”, afirma Kenya Carvalho, assistente social do Grupo de Apoio à Adoção de Belo Horizonte.

Os candidatos também devem conhecer suas condições de lidar com uma criança que exija algum tratamento de saúde. Para a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Janaína Matos, os avanços nas práticas médicas devem ser levados em conta. “Com que tipos de agravos os pais vão conseguir lidar, é uma opção que eles têm como fazer no momento da escolha e da decisão da adoção, e aí é um processo muito individual. Mas o que a gente vê é que doenças que anteriormente causavam impactos negativos, hoje têm tratamentos e terapêuticas eficientes”, ressalta a professora.

Foto: Bernardo Estillac

Histórico de saúde

No processo da adoção, a família conhece o histórico médico da criança ou adolescente. Isso é importante para que ela tome cuidados específicos, de acordo com o que o filho vivenciou antes de ser adotado.

Os cuidados com a saúde do filho, no entanto, não devem se manter focados no passado, como destaca Janaína Matos. “O desenvolvimento (do jovem) está sempre a favor de você suplantar o que aconteceu e conseguir ir ao caminho de uma coisa mais positiva. Algumas coisas fogem do nosso controle, mas isso não difere de um filho biológico, que, em algum momento, pode sofrer um agrave ou desenvolver uma doença que você não espera”, relaciona.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

Redação: Bernardo Estillac – Edição: Lucas Rodrigues

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