Faculdade de Medicina

Universidade Federal de Minas Gerais


Maria Piedade, bibliotecária do Centro de Documentação do Nupad

Responsável pelo terceiro maior programa de triagem neonatal do mundo, o Núcleo de Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina (Nupad) tem se tornado uma referência também em áreas que não dizem respeito somente à saúde. Na semana do dia 8 de agosto, a bibliotecária Maria Piedade Fernandes Ribeiro Leite apresentará um relato de experiência no XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação. “O Nupad possui um Centro de Documentação que desenvolve há vários anos diversas ações baseadas no princípio de que a informação é um direito do cidadão”, explica ela.

O congresso acontecerá entre os dias 7 e 10 de agosto, em Maceió-AL. O tema da apresentação de Maria Piedade é A informação como direito do cidadão para educação em saúde, para promoção de saúde e melhoria da qualidade de vida: a experiência do Nupad/FM/UFMG. Segundo ela, a implantação da obrigatoriedade da triagem neonatal, exame conhecido popularmente como “teste do pezinho”, teve como consequência a circulação de informações nos postos de saúde, nos hospitais, nas escolas e entre os profissionais de saúde.

O Nupad, porém, aprofundou o trabalho e foi além das informações básicas. “Foi oferecido aos portadores das doenças um conhecimento detalhado sobre a importância e o processo de tratamento. Além disso, o Nupad promove uma capacitação de profissionais de saúde em todo o estado de Minas Gerais. E no Centro de Documentação, onde eu trabalho, há um acompanhamento de todo este esforço”, relata Maria Piedade.

Ações
A apresentação será focada em três ações. A principal delas é o Indexfal, sistema virtual onde se registram materiais bibliográficos sobre a doença falciforme. São dois públicos-alvo: para os pesquisadores são disponíveis textos científicos e para o público leigo há um arquivo significativo com cartilhas, folders, revistas e diversos outros tipos de publicações de instituições diversas que abordam algum assunto ligado à doença. “É um trabalho intenso de garimpagem. Fico satisfeita quando vejo que este esforço permite disseminar um conhecimento que agrega valor à vida de diversas pessoas, pois permite cuidar, prevenir e promover saúde”, enfatiza a bibliotecária.

As outras duas ações são experiências do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob), iniciativa criada através de uma parceria do Nupad com Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, a Hemominas e outras instituições. O objetivo do Cehmob é atender pessoas com doença falciforme e desenvolver pesquisa na área de hemoglobinopatias. Dentro desse intuito, desenvolve o Projeto Aninha, voltado para atender gestantes portadoras de doença falciforme. Possui também uma biblioteca com diversos tipos de materiais para leigos, que possibilita circular a informação entre os pacientes. “São duas ações que ajudam na adesão ao tratamento e fazem com que a doença não se agrave”, relata Maria Piedade.

(Atualizada em 08/08/2011)

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