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Acidente vascular encefálico: saiba mais sobre sintomas e tratamentos


Publicado em: Aspas SonorasExternas - 2 de junho de 2017

Neurocirurgião traz mais detalhes sobre os tipos e tratamentos do acidente vascular encefálico (AVE). Uso regular de anticoncepcionais pode aumentar risco de trombose cerebral nas mulheres

Marcos Paulo Rodrigues*

O acidente vascular encefálico (AVE), também conhecido como acidente vascular cerebral (AVC), pode acometer qualquer indivíduo, independentemente de gênero ou faixa etária. Mas existem predisposições genéticas e o acontecimento é mais comum em pessoas que apresentam quadros de diabetes, hipertensão e alcoolismo, dentre outros. Normalmente silenciosa, a doença tem como principais sintomas fraqueza no corpo, dificuldade ao falar e engolir e dor de cabeça intensa.

Tipo hemorrágico do AVE, o aneurisma cerebral é caracterizado pela ruptura de um vaso sanguíneo ou veia, o que leva a um vazamento de sangue no interior do órgão. Ele pode ser dividido em três grupos: aneurisma vascular, que é o mais comum, fusiforme e infeccioso – saiba mais no programa de terça-feira da série “Acidentes Cerebrovasculares”, produzida pelo Saúde com Ciência. O neurocirurgião e professor do Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade de Medicina da UFMG, Cassius Reis, dá exemplo de um balão para explicar a formação do aneurisma:

Dores de cabeça intensas e repentinas podem ser sinal de aneurisma. Foto: Carol Morena

 

Desmaios, vômitos, desorientação e dores de cabeça intensas e repentinas. Além desses sintomas, que se manifestam, em geral, com a ruptura do vaso, existem casos em que ocorre perda visual. Cassius Reis fala sobre como o desenvolvimento do aneurisma na região cerebrovascular pode afetar a capacidade visual do indivíduo:

 

Tratamentos

O aneurisma apresenta duas possibilidades de tratamento, confira no programa de quarta. Já no caso do tipo isquêmico do AVE, em que a irrigação de regiões do encéfalo é comprometida devido à obstrução de vasos sanguíneos, o tratamento é, na maioria das vezes, medicamentoso, sem a necessidade de cirurgia. Outra possibilidade é o tratamento endovascular: através de um cateter, o trombo causador da obstrução é desfeito. Nos casos mais graves, torna-se necessário um procedimento que envolve a remoção de parte da calota craniana:

 

Segundo o neurocirurgião, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer o tratamento hospitalar do paciente que apresenta sintomas de AVE, há falhas no acesso ao tratamento fora do momento agudo da doença. A oferta de vagas para o tratamento de reabilitação pode ser limitada, já que há um alto número de pacientes em relação aos profissionais disponíveis. Cassius Reis fala sobre pioneirismo no sistema público no atendimento às vítimas de AVE:

 

Anticoncepcionais

Neste contexto, o professor ainda faz um alerta sobre os riscos do uso regular de anticoncepcionais entre as mulheres. Isso porque a ingestão desses medicamentos pode aumentar a possibilidade de surgimento da trombose venosa cerebral, espécie de “congestionamento” causado por coágulos no sistema circulatório:

 

ASPAS SONORAS

As “Aspas Sonoras”, produção do Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG, ampliam a discussão sobre os temas abordados nas séries realizadas pelo programa de rádio Saúde com Ciência. As matérias apresentam áudios e textos inéditos daquilo que foi apurado durante as produções.

A série Acidentes Cerebrovasculares foi ao ar entre os dias 13 e 17 de março de 2017. Nela, especialistas explicam o esforço da comunidade médica para que o AVC passe a ser chamado de AVE, dentre outros assuntos.

*Editado por Lucas Rodrigues

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