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A importância do silêncio na preservação das capacidades auditivas


Publicado em: ExternasRádio - 10 de novembro de 2017

Nova série de rádio é dedicada à poluição sonora e destaca os principais emissores e ambientes que concentram esse tipo de poluição

Trânsito intenso, obras e construções, bares e discotecas, ruídos animais… Esses são exemplos que lembram como o indivíduo vive cercado por fontes de emissão sonora, que podem prejudicar sua saúde auditiva. Os possíveis danos à audição não resultam somente da intensidade, pressão sonora ou tempo de exposição ao barulho, mas, principalmente, da falta do tempo de recuperação no qual o indivíduo deve restabelecer suas capacidades auditivas.

O ambiente urbano tem grande concentração de poluição sonora e cada pessoa apresenta uma susceptibilidade individual aos diferentes tipos de sons. Mesmo com essa “sensibilidade pessoal”, o ruído já pode causar problemas, inclusive com riscos de perda auditiva, a partir dos 75 decibéis, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diante dessa concentração de ruídos no cotidiano das grandes cidades, o silêncio passa a ser um importante aliado na prevenção contra a perda das capacidades auditivas. “Se você fica exposto ao som, por exemplo, de um trio elétrico durante quatro horas, será necessário um repouso de, pelo menos, 12 horas em silêncio”, afirma o professor aposentado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, João Gabriel Fonseca.

Foto: Reprodução

Para a recuperação e prevenção dessas capacidades, João Gabriel acrescenta que o silêncio doméstico é suficiente. “Não é necessário um silêncio absoluto. Com cerca de nove horas de silêncio, a chance de recuperação da saúde auditiva é muito grande”, completa. Após um longo tempo de exposição a volumes intensos, um dos sintomas de problemas auditivos é um zumbido constante, que tende a permanecer por algumas horas.

Esse zumbido, conhecido como Tinnitus, é um mecanismo fisiológico que, em geral, passa após algum tempo de repouso auditivo. A professora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Luciana Macedo, diz que ele também pode indicar alguma alteração na orelha interna. “A pessoa que tem propensão a apresentar esse sintoma deve evitar a exposição a sons constantes e intensos. Esse zumbido, quando se instala permanentemente, é de difícil tratamento”, alerta a professora.

Sobre o programa de rádio

Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h.

O programa também é veiculado em outras 187 emissoras de rádio, distribuídas por todas as macrorregiões de Minas Gerais e nos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Massachusetts, nos Estados Unidos.

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