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5 coisas que você precisa saber sobre Síndrome do Ovário Policístico

Especialista da Faculdade de Medicina da UFMG esclarece dúvidas sobre a doença


    05 de setembro de 2019


    *Giovana Maldini

    A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) atinge de 6 a 19% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Apesar de ser um percentual considerável, a doença ainda é pouco conhecida. Por isso, é importante que as pessoas saibam quais são os sintomas para que possam buscar ajuda médica caso haja alguma anormalidade.

    1 – Ausência de ovulação

    A principal característica da SOP é a ausência da ovulação. Devido a esse problema, a mulher pode apresentar alguns sinais como aumento de pelos no rosto, grande quantidade de acne e menstruação irregular ou ausente por longos períodos. Outra característica muito comum é a dificuldade para engravidar. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, as mulheres diagnosticadas com essa síndrome não são inférteis.

    2 – SOP não é igual a cistos nos ovários

    Uma dúvida comum é se Síndrome do Ovário Policístico é o mesmo que ter cistos no ovário. O professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Fernando Reis, explica que são doenças distintas:

    3 – Ter cólica não significa, necessariamente, ter SOP

    Além dos sintomas mais comuns da Síndrome, muitas mulheres se queixam de cólicas muito fortes durante o período menstrual. Mas será que essas dores podem estar relacionadas à SOP? O professor Fernando Reis esclarece:

    4 – SOP e diabetes estão relacionadas

    Uma das complicações que a Síndrome do Ovário Policístico pode trazer à mulher é uma maior propensão de desenvolver diabetes do que mulheres que não possuem a doença. O professor Fernando Reis relata o motivo de esse quadro ser mais comum nas pacientes com SOP:

    5 – Exame para o diagnóstico pode variar

    Além da análise clínica dos sintomas, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio do ultrassom. No entanto, o professor Fernando Reis explica que esse diagnóstico pode variar dependendo dos sintomas apresentados e do resultado do exame:

    Para evitar essa e outras complicações, é importante procurar um ginecologista de confiança, caso note alguma irregularidade no ciclo menstrual. O especialista, então, fará um diagnóstico diferenciado e iniciará o tratamento ideal para o problema apresentado.