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19 de maio: Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade


Publicado em: ExternasNotícias - 19 de maio de 2015

Hoje, 19 de maio é comemorado o Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade (MFC), especialidade estratégica para a instituição de uma Atenção Primária à Saúde (APS) focada na relação médico-paciente. A atuação desse profissional está centrada na pessoa, acima da doença, no cuidado integral da saúde de pacientes, levando em conta o contexto dos fatores biológicos, psicológicos e socioambientais em que eles se inserem.

Segundo o professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, Raphael Aguiar, a ideia é que o MFC seja responsável por coordenar o cuidado. Isto quer dizer que ele é o profissional de referência que irá acompanhar o paciente ao longo do tempo e, por conhecer suas peculiaridades, é capaz de fazer uma ponte entre o indivíduo e o especialista que melhor atende suas necessidades. Essa intermediação, de acordo com o professor, evitaria, por exemplo, interações medicamentosas indevidas que causem algum transtorno para aquele paciente.

Outra função do médico de família é melhorar o acesso ao cuidado e resolver os problemas básicos de saúde. O professor conta que, em um cenário ideal de preparo e estrutura, os profissionais de MFC seriam capazes de, juntamente com as equipes da área, resolver 85% do volume das queixas sintomáticas. Assim, o retorno recebido pelo paciente seria mais rápido, evitando expô-lo a riscos e gasto desnecessários.

Outro aspecto importante da atuação do médico de família é o acompanhamento de doenças crônicas como a pressão alta e o diabetes. Rafael explica que, por conhecer melhor o histórico clínico do paciente, este profissional está apto a fazer um rastreamento precoce de problemas, melhorando o prognóstico.

“As pessoas entendem muito o trabalho de profissionais mais específicos, mas não param pra pensar esse diferencial do atendimento primário à saúde”, explica Rafael. O médico usa uma analogia para explicar a atuação do MFC. “A ideia geral é de enxergar as pessoas como se fossem carros que chegam estragados às oficinas. Então a pessoa estraga, como se fosse um carro e é levada pra uma oficina, que seria o hospital. Lá ela é “concertada” e pronto, problema resolvido”, explica. “A visão do médico de saúde da família é de que não precisa esperar que ‘os carros estraguem’, é possível cuidar pra que ele tenha uma vida útil maior, sem precisar passar muito pelas oficinas. O mesmo vale para a saúde das pessoas”, completa. Desta forma, ele conclui que o trabalho do médico de família é como uma retaguarda, para evitar que a saúde se desgaste sem necessidade ao longo do tempo.

II Simpósio de Medicina de Família e Comunidade: Raciocínio Clínico e Habilidades de Comunicação
A Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade (LAMFAC- UFMG) promove, no dia 30 de maio, na Faculdade de Medicina, o II Simpósio de Medicina de Família e Comunidade – Raciocínio Clínico e Habilidades de Comunicação. A proposta do evento é promover a aprendizagem e reflexão por meio de palestras e oficinas de simulação, mesclando temas clínicos de maior prevalência na atenção primária com ferramentas e competências tais como, habilidades de comunicação, método clínico centrado na pessoa, medicina baseada em evidências, abordagem familiar, gestão da clínica, dentre outras.

O evento é direcionado a alunos, professores, profissionais e residentes da área. A taxa de inscrição é de R$ 15,00 para estudantes e R$ 30,00 para demais interessados. As inscrições e mais informações sobre o evento estão disponíveis na página de cursos e eventos da UFMG.

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