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Caso 39

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A imagem radiológica mostra:

a) Sinal de Chilaiditi

25%

b) Pneumoperitônio

25%

c) Pneumotórax

25%

d) Hérnia diafragmática

25%
   

Análise da Imagem

Radiografia de tórax em PA evidenciando bolhas gasosas no hipocôndrio direito dentro de alças intestinais interpostas nesta topografia. A linha diafragmática está bem definida.

Diagnóstico

Observa-se na radiografia interposição de alças intestinais no espaço hepatodiafragmático conhecida como sinal de Chilaiditi. O ar funciona com contraste nessa imagem, definindo bem os contornos intestinais (haustrações).

Pneumoperitônio: Na radiografia de tórax em PA, realizada em ortostatismo, pneumoperitônio aparece como quantidade variável de gás livre subdiafragmático.

Pneumotórax: aparece como lucência periférica no tórax, lateralmente ao pulmão.

Hérnia diafragmática: nesse caso não é possível delimitar a linha do diafragma.

Discussão do Caso

O achado radiológico de cólon, intestino delgado ou estômago (mais raramente) no espaço hepatodiafragmático é conhecido com sinal de Chilaiditi e geralmente é assintomático. É evidenciado, normalmente, em um exame radiológico de abdome ou tórax de rotina, sendo considerado um achado ocasional. A incidência é de 0,025% nas radiografias em qualquer faixa etária, mas é mais comum nos indivíduos maiores de 60 anos e em homens (4:1).

A associação de dor abdominal, náuseas, vômitos, dor retroesternal, sintomas respiratórios, distensão abdominal, obstrução ou suboclusão intestinal e o sinal de Chilaiditi caracteriza a Síndrome de Chilaiditi.

Alguns fatores predisponentes são: fígado diminuído de tamanho, defeitos congênitos dos ligamentos hepáticos, má rotação ou mobilidade anormal do intestino, alongamento do cólon ou estreitamento da inserção no mesentério, eventração diafragmática e aumento do diâmetro torácico. Outros fatores como constipação crônica, cirurgia abdominal prévia, obesidade e aerofagia também são relatados como fatores que contribuem para a ocorrência dessa síndrome.

A Síndrome de Chilaiditi pode ser tratada de forma conservadora com repouso no leito, descompressão nasogástrica e dieta líquida. O tratamento cirúrgico deve ser considerado quando os sintomas não respondem ao tratamento conservador ou quando há complicações.

Aspectos relevantes

- Sinal de Chilaiditi é um achado ocasional em exames radiológicos;
- Fazer diagnóstico diferencial com pneumoperitônio, hérnia diafragmática, pneumotórax;
- Paciente, geralmente, é assintomático;
- Quando associado à dor abdominal, naúseas, vômitos, dor retroesternal, é caracterizada a síndrome de Chilaiditi;
- O tratamento é conservador;
- Quando há complicações ou não há resposta à terapia conservadora, optar pela cirurgia.

Referencias

Wilson Rocha Almeida, Marcelo; Vial Costa, Thiago; Hellwig, Bruno; Silveira de Oliveira, Fábio; Síndrome de Chilaiditi, Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 75-77, jan.-mar. 2009.

Responsável

Marianna Amaral Pedroso, acadêmica do 12 período da FM-UFMG.
E-mail: nana_medicina[arroba]yahoo.com.br

Orientador

Dra. Fabiana Paiva Martins - Professora Assistente do Departamento de Propedêutica Complementar da Fac. de Medicina da UFMG, Médica Radiologista do HC – UFMG.
Email: fabpaivamartins[arroba]gmail.com

Revisores

Marcos Guimarães e Nikole Albuquerque

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